WHY PHOTOGRAPHY

At the age of 12, living in the collective solitude of a boarding school in Rio Claro, Brazil I discovered Photography.
It was no instantaneous.
It was like a slow, continuous process that still surprises me today. In the beginning it was black & white Photography: shooting in the limit of the environment, develop and enlarge.
The photographic laboratory became an escape.
Analogy to the analogic.
There, between chemicals, photographic papers and safety light.
In the darkroom the pain of being imprisoned in an institution by my progenitor was dissolved slowly in the chemicals.
Technique and knowledge were developing and my world vision was revealed after exposing the photographic paper. And then something wonderful happened: freedom awakened.
The freedom of interpreting the world trough to my point of view.
The possibility to share my vision freely, see otherwise I left boarding school with my vision expanding to new realities.
I left boarding school  as a teen but with the certainty that I was already free for a while.
Observing the world I feel the need to awaken the human being for awareness.
Make humans realize that we are part of the whole.
I believe in beauty. In changing.
In a positive future if we do something.
The sensitivity that brings change comes from beauty.
Humans make great positive transformations motivated by beauty.
Beauty catalyses the movement for change.
I see my photography as a mission of sensitizing human integration with the universe.
Like small atoms joining together to create matter and present time.
Thoughts that become reality and that exist from observing light that was reflected over matter.
If our thoughts are reality, we should think about beauty. So our world transforms into a beautiful reality.
I live in the search to express myself the way I desire.
Speechless.
Only trough images.
What matters is the message not the messenger.

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porque fotografia

Aos 12 anos de idade na solidão coletiva do internato em Rio Claro, interior de São Paulo, descobri a fotografia.
Não como catarse.
Mas como processo contínuo que me surpreende até hoje.
No início, fotografia em Preto e Branco.
Fotografar no limite imposto do ambiente de interno, revelar e ampliar.
O laboratório se tornou um local de fuga.
Analogia do analógico.
Ali, entre químicas, papéis, luzes de segurança; na câmara escura fugia da dor de estar trancafiado em uma instituição com o aval de meu progenitor.
A técnica e o conhecimento foram se desenvolvendo, e a minha visão de mundo ia se revelando após ser exposta sobre o papel fotográfico.
E algo maravilhoso aconteceu: a liberdade surgiu!
Liberdade para poder interpretar o mundo segundo meu ponto de vista.
Da possibilidade de poder livremente compartilhar essa visão.
Experimentar o olhar, ver de outra forma.

Saí de lá com a minha visão se expandindo para novas realidades.
Saí adolescente, mas com a certeza de que já era livre há certo tempo.
Descobri que observando o mundo sinto necessidade de despertar o ser humano.
Despertá-lo para a consciência. Dele mesmo.
Do Todo.
De perceber que somos parte do todo. Acredito na beleza, na mudança e no futuro.
A sensibilidade que traz a mudança vem da beleza. Sem ela a evolução não acontece, não se realiza.
Os humanos fazem as grandes transformações positivas motivados pelo que é belo.
A beleza catalisa o movimento de mudança.
Vejo a minha fotografia com a missão de sensibilizar para a integração do humano com o universo.
como pequenos átomos que vão se juntando, criando o agora.
Pensamento que se torna realidade, feito de luz refletida sobre a matéria.
Captada pela íris.
Realidade?
Que diferença faz?
Se pensamento é realidade, devemos pensar no belo, pois o belo se transforma, criando a realidade.
Vivo na busca para me expressar da forma que desejo.
Sem palavras.
Sem compromissos.
Sem abrir mão.
Apenas mostrando onde vejo beleza de forma singular, para assim criar o plural.
Do estar pleno.
Somos UM.
Quando uma imagem traz a beleza para junto do observador, mais um pouco o universo se aproxima do entendimento.
O que importa é a mensagem e não o mensageiro.

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